Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Patrimônio histórico e memória.

texto por Marcel Moreno,

músico e historiador.

 

Quando falamos em patrimônio, tanto material que corresponde a prédios,

residências e praças e imaterial, que detém valor histórico e memória de um tempo

passado, asseguramos a legitimidade de sua conservação para que futuras gerações

tenham em seu convívio um tempo passado e presente, numa linha atemporal.

As cidades históricas que ainda detém sua arquitetura intacta de um determinado

tempo, leva consigo as proteções dos órgãos de defesas patrimoniais, para assim

assegurar sua característica principal do vínculo do tempo presente ao tempo passado,

tanto representado em sua arquitetura (patrimônio material, como museus, por

exemplo) ou de determinada cultura ou manifestação cultural, considerada berço de

tradição.

O grande desafio destas preservações encontra se na especulação imobiliária e

interesses comerciais, que não reconhecem valor histórico destas características

apresentadas e, por ser de áreas de proteção, inviabiliza qualquer modificação de

estrutura física e metafísica, impedindo, portanto, o crescimento de áreas de interesses

comerciais por conflitos de interesses destas preservações.

No caso específico de Embu das Artes, de edificações de arquitetura caipira colonial e

grande cultura imaterial, o entorno de valor histórico dos bens tombados da cidade,

caso do largo 21 de Abril ( praça central do centro histórico ) sofre uma desvalorização

de sua arquitetura já alguns anos, desfazendo assim sua característica de preservação,

passando então a possibilidade de não ser mais reconhecida como valor histórico do

bem tombando e passando a uma área de interesse comercial, e sendo assim, seu uso

fruto seria pleno pelo poder público, sem necessidade de consulta aos órgão de

proteção.

Isto pode levar não só a desmanche da memória, mas como também atingir a cultura

imaterial, que está diretamente ligada a esta arquitetura histórica. Casos semelhantes

ocorrem hoje em todo Brasil, destas mesmas áreas sendo apropriadas e vinculadas a

uso fruto comercial e de edificações que não necessitam estar em pleito de interesses de

proteção, o que gera, como dito, o desmanche de uma memória histórica.

 

 

 

Desfile de Carnaval em frente ao Museu Sacro dos Jesuítas,

uma das edificações mais antigas da cidade.

Centro Cultural Mestre Assis, localizado no Largo

21 de abril, apresenta uma estrutura rústica.

Coreto da Praça. A praça é uma das partes do

Largo 21 de abril.

Deixe seu comentário:

Curta no social

WHATSAPP

Fale conosco via Whatsapp: +55 11 912111415

EQUIPE

INICIATIVA

Casa de Cultura Santa Tereza é uma iniciativa sem fins lucrativos para o bem estar social, educacional e de resistência cultural aberta à todos os públicos, sem distinção de raça, credo, cor, preferência política ou gênero.